PORQUE TENHO QUE DEVOLVER O DÍZIMO?
- MARCELO CARVALHO
- 28 de set. de 2024
- 5 min de leitura
Amados,
hoje vamos falar de algo que muita gente não gosta de tocar no assunto e muito menos devolver aquilo que não pertence a ela. Vamos falar a respeito do “DÍZIMO”.
Assim diz a palavra de Deus:
Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda. Malaquias 3:8-9 ARA http://bible.com/1608/mal.3.8-9.ARA
Essa tem sido a razão de muitas pessoas estar passando por toda sorte de privações e sofrimento. A maldição de Deus está sob esta pessoa, pois a mesma está roubando a Deus.
Ora o Senhor Deus em seu amor, permite chegar em nossas mãos aquilo que nos provém para vivermos e sobreviver-mos.
No entanto muitos são aquelas pessoas que não reconhecem isso, e tem tocado naquilo que pertence a Deus. O Dízimo.
O que é o dízimo?
Dicionário Dício diz que é: A décima parte de algo; décimo.
Dicionário bíblico diz também: A Décima parte.
Abraão apresentou o dizimo de tudo a Melquisedeque, o sacerdote do Deus Altíssimo (Gn 14.20).
Jacó, depois de ter a visão dos anjos, prometeu ao Senhor o dízimo do que o Senhor lhe desse, se de novo voltasse em paz à casa de seu pai (Gn 28.22).
A Lei de Moisés declarava que a décima parte dos produtos da terra, bem como dos rebanhos e manadas, pertencia ao SENHoR e devia ser-lhe oferecido. os dízimos haviam de ser pagos na mesma espécie, e, havendo resgate deles, tinha de fazer-se o aumento de um quinto do seu valor (Lv 27.30 a 33). Para dizimar as ovelhas, era costume encerrá-las num curral, e à maneira que os animais iam saindo, eram marcadas de dez em dez com uma vara, que tinha sido imersa em vermelhão. Era isto a passagem ‘debaixo da vara’. Este dízimo recebiam-no os levitas, que, pela sua vez, dedicavam uma décima parte dele ao sustento do sumo sacerdote (Nm 18.21 a 28).
Existe muitas pessoas que não tem tido compromisso com a palavra de Deus, e vem distorcendo a mesma para não devolver aquilo que é de Deus (o dízimo ). No livro de malaquias, a bíblia diz que os sacerdotes estavam roubando a Deus e assim o povo vendo o mal exemplo, tambem o praticava. Mas nem por isso Deus deixou de dizer que o povo tambem teria que dizimar. Eles também tinham essa responsabilidade de devolver a Deus, aquilo que não era deles.
O Senhor diz: — Eu sou o Senhor e não mudo. É por isso que vocês, os descendentes de Jacó, não foram destruídos. Vocês são como os seus antepassados: abandonam as minhas leis e não as cumprem. Voltem para mim, e eu voltarei para vocês. Mas vocês perguntam: “Como é que vamos voltar?” Eu pergunto: “Será que alguém pode roubar a Deus?” Mas vocês têm roubado e ainda me perguntam: “Como é que estamos te roubando?” Vocês me roubam nos dízimos e nas ofertas. Malaquias 3:6-8 NTLH http://bible.com/211/mal.3.6-8.NTLH
O Senhor também está falando para os descendentes de Jacó que é o povo de Deus.
A biblia explica quem são os descendentes de Jacó. Vejamos:
Pela tua força, salvaste o teu povo, os descendentes de Jacó e de José. Salmos 77:15 NTLH http://bible.com/211/psa.77.15.NTLH
Quando os descendentes de Jacó, o povo de Israel, saíram do Egito, aquela terra estrangeira, Judá se tornou o povo escolhido de Deus, Israel ficou sendo a sua propriedade. Salmos 114:1-2 NTLH http://bible.com/211/psa.114.1-2.NTLH
Deus anuncia que vai castigar o povo de Israel, os descendentes de Jacó. Todo o povo de Israel e todos os moradores de Samaria sabem o que ele vai fazer. Isaías 9:8-9 NTLH http://bible.com/211/isa.9.8-9.NTLH
A vários motivos para devolvemos aquilo que pertence ao Senhor Deus.
Em primeiro lugar, a prática do dízimo antecede à lei. Aqueles que se recusam ser dizimistas pelo fato de o dízimo ser apenas da lei estão rotundamente equivocados. O dízimo é um princípio espiritual presente entre o povo de Deus desde os tempos mais remotos. Abraão pagou o dízimo a Malquizedeque (Gn 14.20) e Jacó prometeu pagar o dízimo ao Senhor (Gn 28.22), muito antes da lei ser instituída.
Em segundo lugar, a prática do dízimo foi sancionada na lei. O princípio que governava o povo de Deus antes da lei, foi ratificado na lei. Agora, há um preceito claro e uma ordem específica para se trazer todos os dízimos ao Senhor (Lv 27.32). Não entregar o dízimo é transgredir a lei, e a transgressão da lei constitui-se em pecado (1Jo 3.4).
Em terceiro lugar, a prática do dízimo está presente em toda Bíblia. A fidelidade na mordomia dos bens, a entrega fiel dos dízimos e das ofertas, é um ensino claro em toda a Bíblia. Está presente no Pentateuco, os livros da lei; está presente nos livros históricos (Ne 13.11,12), poéticos (Pv 3.9,10) e proféticos (Ml 3.8-10). Também está explicitamente ratificado nos evangelhos (Mt 23.23) e nas epístolas (Hb 7.8). Quanto ao dízimo não podemos subestimá-lo, sua inobservância é um roubo a Deus. Não podemos subtraí-lo, pois a Escritura é clara em dizer que devemos trazer “todos os dízimos”. Não podemos administrá-lo, pois a ordem: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro”.
Em quarto lugar, a prática do dízimo é sancionada por Jesus no Novo Testamento. Os fariseus superestimavam o dízimo, fazendo de sua prática, uma espécie de amuleto. Eram rigorosos em sua observância, mas negligenciam os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Jesus, deixa claro que devemos observar atentamente a prática dessas virtudes cardeais da fé cristã, sem omitir a entrega dos dízimos (Mt 23.23). Ora, aqueles que usam o argumento de que o dízimo é da lei, e por estarmos debaixo da graça, estamos isentos de observá-lo; da mesma forma, estariam também isentos da justiça, da misericórdia e da fé, porque essas virtudes cardeais, também, são da lei. Só o pensar assim, já seria uma tragédia!
Em quinto lugar, a prática do dízimo é um preceito divino que não pode ser alterado ao longo dos séculos. Muitas igrejas querem adotar os princípios estabelecidos pelo apóstolo Paulo no levantamento da coleta para os pobres da Judéia como substituto para o dízimo. Isso é um equívoco. O texto de 2 Coríntios 8 e 9 trata de uma oferta específica, para uma causa específica. Paulo jamais teve o propósito de que essas orientações fossem um substituto para a prática do dízimo. Há igrejas na Europa e na América do Norte que estabelecem uma cota para cada família para cumprir o orçamento da igreja. Então, por serem endinheirados, reduzem essa contribuição a 5% ou 3% do rendimento. Tem a igreja competência para mudar um preceito divino? Mil vezes não! Importa-nos obedecer a Deus do que aos homens. Permaneçamos fiéis às Escrituras.
Sejamos fiéis dizimistas!
Que Deus abençoe ricamente.





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